Gente, gente, deixa eu contar um episódio legal que aconteceu agora a noite!
Bom, estava eu saindo da facu de carro com meu irmão, ele dirigindo, eu no passageiro (não me pergunte porque uma pessoa que tirou a carteira a 11 meses atrás ainda precisa de motorista – Freud explica). No primeiro sinal que a gente parou, antes de uma rotatória, parou um caminhão do nosso lado. Como o caminhão estava do meu lado, o motorista me chamou pra pedir uma informação, aliás, deixe-me corrigir, ele me chamou e pediu pra chamar meu irmão-motorista, porque eu obviamente tinha cara de quem não sabia dar direção nenhuma. Whatever. Bom, o cara não era daqui e queria saber que saída que ele pegava pra ir pra São José do Rio Preto. Aí meu irmão pediu pra ele seguir a gente, fez a rotatória e encostou o carro na avenida pra esperar o caminhão que, coitado, é absurdamente lento. O cara até perdeu a gente de vista e achou que a gente tinha ido embora, olha só. Mas aí meu irmão acenou e ele viu e encostou também. Bom, fato é que nem eu nem meu irmão sabíamos qual era a bendita saída. Então ligamos pro meu pai (com um certo custo, porque até a bateria do meu celular fez o favor de morrer bem na hora) e ele explicou o caminho das pedras. E aqui eu tenho que fazer uma pausa na narração pra fazer um super elogio ao meu irmão, que tem um coração muito bom. O tipo da pessoa que você gostaria de encontrar caso estivesse precisando de ajuda: dá a maior atenção, se preocupa, vai atrás da informação, nó, esse motorista nem imagina a sorte de ter encontrado ele. Adoro minha cidade, mas tem umas certas pessoas por aqui que pelo amor de Deus, nem olham na sua cara, ainda mais no trânsito. Deus foi bom com o João (ah, gente, esse é o nome do motorista).
Enfim, ao invés de explicar o caminho, fomos guiando o João até a saída que ele precisava pegar. Aí foi super divertido. A gente ia na frente, e ele atrás, seguindo. Gente, não era caminhãozinho não, era um grande, daqueles de estrada mesmo. E a gente ficava de olho nele pelo retrovisor, e ele lá, devagaaaarrrrr. Pode rir, mas eu lembrei na hora daquele desenho da Pixar “Carros”. O caminhão era super fofo olhando de longe, dava impressão que tinha vida própria, e me lembrou o Mack, o caminhão do Relâmpago McQueen no filme (é, eu viajei na maionese geral).
Mas enfim, guiamos o caminhão até a saída, encostamos na rua, e nós demos o típico cumprimento de estrada: ele agradeceu com uma buzinadinha e nós buzinamos de volta (foi um momento super Carros, cumplicidade entre os carros e tudo mais….ahh gente, quem viu e gostou vai entender!). E assim acabou nosso momento bom samaritano, e eu achei o máximo. Como é legal ajudar as pessoas, né? A gente se sente melhor que elas, é incrível. A gente só precisa fazer isso com mais frequência, até porque provavelmente topamos com pessoas precisando de ajuda todos os dias.
Nesse mesmo espírito, é bom lembrar de quem está precisando de ajuda agorinha, como a galera vítima das chuvas lá em Santa Catarina. Que coisa esquisita, né? Sem mais nem menos, um monte de gente morre, um monte desaparece, mais um monte perde tudo o que tem, nossa é muito triste. A coisa já está como um dos piores desastres climáticos da história, não dá pra ignorar. É claro que não foi tããão sem mais nem menos assim, já existia o risco disso acontecer. Mas agora Inês é morta e a gente tem que fazer o que pode pra remediar. Esse link dá uma dica:
http://br.noticias.yahoo.com/especiais/chuvassc.html
Bom, se não der pra ajudar dessa maneira, no mínimo a gente pode orar
E voltando a falar em Carros, eu quero colocar um vídeo de uma cena que mostra o Mack (que hoje é meu garoto-propaganda) e que tem uma das melhores músicas do filme. Pra quem não viu, eu recomendo demais. Já vi o filme três vezes e estou ensaiando a quarta.
Life is a Highway – Rascal Flatts
E vou ficando por aqui. Abração e até o próximo post……….:)

