Arquivo paraMarço, 2009

Voltando…e se superando

Eis que duas semanas depois ela reaparece do nada, ressurge das cinzas, out of a blue (e é bom que ela tenha uma boa explicação….hehehehe)

Aiai…não gente, minha explicação não é das melhores não. Na verdade passei umas duas semanas um pouco conturbadas, e a inspiração pulou pela janela. Pulou, mas voltou. Nada que alguns bons livros, conversas com Deus, filmes interessantes e alguns insights não dessem jeito. A maré baixa veio com hora marcada pra ir embora. Então bola pra frente.

“Ah, como sou feliz!”, o pequeno milhafre pôs-se a gritar, “só porque fui corajoso e não deixei de tentar.”  William J. Bennett

Essa frase está em um livro muito legal que eu tenho lido quase todos os dias, o nome é Beijos de Alegria para Mulheres, de Carol Kent e Thelma Well. Me fez parar e pensar. Existe muita satisfação interior quando fazemos coisas que rompem certas barreiras que nós mesmos construímos na nossa mente. Já passei por muitos momentos legais nessa vida, mas a maioria dos que eu considero como mais marcantes foram aqueles em que eu rompi meu meu medo e minha insegurança pra fazer algo inusitado, ou algo que simplesmente eu evitaria fazer para me manter na zona de conforto. Em um desses momentos de iluminação cheguei a apresentar (cantando e tocando) o tema de Titanic “My Heart Will Go On” no anfiteatro da escola com mais algumas colegas corajosas da quinta ou sexta série. Very brave, eu sei.

Hoje eu tive um momento desses. Ontem minha carteira de motorista definitiva chegou. A princípio eu achei o máximo, até porque para mim a permissão para dirigir nunca representou muita coisa. O fato de ter limite para faltas no trânsito com o risco de perder a carteira me dava a péssima sensação que qualquer minuto de bobeira iria me mandar de volta para estaca zero. Auto escola é um mal necessário, então please, que seja só uma vez. Mas a bem da verdade é que eu não dirigi mais durante esse tempo por um certo misto de preguiça, procrastinação e medo. Então a chegada da minha carteira definitiva significou o fim de vários meses de muitas desculpas esfarrapadas. Meu deadline para a vida no banco de passageiro.

Então hoje, no final da tarde, eu me preparei psicologicamente para dirigir depois de mais de sete meses longe da direção. Parece piada, gente, mas quando o relógio marcou 18:20hrs eu comecei a ficar um tanto quanto ansiosa. A mesmíssima sensação que eu tive todas as vezes que estava na fila de uma montanha-russa ou qualquer brinquedo mais emocionante: borboletas no estômago e aquele inevitável pensamento “Por que eu entrei nesse negócio? Como é que eu saio daqui??”. Sentei na cozinha, comi meu hamburger, olhei para o relógio, mordi meu hambúrger mais uma vez e olhei de novo para o relógio. Longos cinco minutos depois meu hamburger tinha acabado e só me restava escovar os dentes e pegar as minhas coisas para ir para faculdade. Chamei meu irmão-co-piloto (até porque eu tenho amor à vida e aos meus queridos concidadãos) e desci para a garagem. Por incrível que pareça, a coisa toda foi muito normal daí pra frente. Dirigir é que nem andar de bicicleta, você pode até dar umas barbeiradas quando recomeça (leia-se: deixar o carro morrer três vezes na saída da garagem e abrir um pouco de mais em uma curva, assustando o motorista desavisado da pista ao lado), mas não esquece. E eu não esqueci. Dizem que a coragem não é ausência de medo, mas sim agir apesar do medo. Eu nunca deixei de andar em nenhuma montanha-russa por frio na barriga, e não pretendo me privar do meu direito de dirigir – suadamente conquistado – por medo também. Fiz isso por muito tempo, e acho que é tempo de mudar.

Ontem eu assisti um filme muito legal que fala sobre romper certos medos e começar a viver. E o mais legal é que o “viver” em questão não é fazer coisas mirabolantes, como saltar de paraquedas ou virar noitadas bebendo todas. É simplesmente fazer coisas simples que você se priva de fazer por muito tempo, e que pode ser toda a diferença entre frustração latente e realização. O nome do filme é Mais Estranho que a Ficcção, e o trailer está aí.

“O perfeito amor lança fora todo o medo.” 1 Jo 4:18

“A vida não é uma jornada até a sepultura com a intenção de chegar em segurança e com um corpo bonito e bem-conservado. É estatelar-se no chão, totalmente exausto e esgotado, e proclamar bem alto: ‘Puxa! Que viagem!’.” Autor desconhecido

Abraços e até o próximo post……………………………;)

Temperamento Controlado pelo Espírito

Oi gente…

“Conhece-te a ti mesmo”  – Oráculo de Delfos

Acho essa frase realmente impressionante*. As pessoas, especialmente nos dias de hoje, estão tão preocupadas em conhecer de tudo um pouco que se esquecem de um  princípio super importante: o autoconhecimento. Se conhecer nossas forças e fraquezas fosse algo estimulado desde a nossa infância, com certeza teríamos muito menos problemas.

Pensando nisso, quero comentar sobre um livro totalmente excelente que eu tenho lido, que se chama Temperamento Controlado pelo Espírito, do Tim Lahaye. Gente, esse livro é mara! Sério, o livro já é bem antigo (foi escrito em 1967, e a edição que eu tenho aqui em casa é de 1982), mas o que ele ensina é atemporal, e nesses tempos de superficialidade e futilidades ele acaba sendo uma ferramenta mais do que necessária. Quero comentar, nas próximas semanas, algumas coisas que eu tenho aprendido com o livro. Mas a minha recomendação é que você leia o livro inteiro. Se você me conhecer pessoalmente, eu posso te emprestar (desde que você me garanta que ele vai voltar inteiro e bonitinho…rsrsrs). Você também pode comprar, nesse site o preço está super razoável http://www.submarino.com.br/produto/1/120473?franq=123747  Mas vamos ao livro.

“Não existe nada mais fascinante a respeito do homem do que o seu temperamento! É o temperamento que supre cada ser humano com as qualidades marcantes que o tornam tão individualmente diferente dos seus semelhantes como os diferentes contornos que Deus deu aos flocos de neve. É a força invisível que alicerça a ação humana, uma força que pode destruir um ser humano normal e eficiente, a menos que seja disciplinada e controlada. O temperamento dá ao homem forças e fraquezas.”

Bom, antes de qualquer coisa eu tenho que falar um pouco sobre o princípio mais importante do livro: a intervenção direta do Espírito Santo. Tem pessoas que defendem a idéia que você pode controlar a si mesmo, se realmente se esforçar nesse sentido. Concordo com essa idéia até certo ponto. Acredito que fomos programados para vivermos em intimidade com Deus, e que só somos completos quando cumprimos esse propósito. Existem fraquezas que nós não somos capazes de driblar, nem com muuuita força de vontade. O melhor que a gente acaba fazendo é evitar situações que façam essas fraquezas aflorarem: evitar estresse, injustiça, trânsito, fila, gente chata, noooossa, se você achar um lugar onde não tiver nada disso me avisa! Sério, eu pago bem!

Mas delírios à parte, enquanto a gente não acha a gente tem que aprender a viver em um mundo pra lá de imperfeito. Eis o que o Espírito Santo faz quando entra na sua vida** (dados comprovados empiricamente):

1) Ele te ajuda a se conhecer e  identificar suas forças e fraquezas;

2) Ele estiiiiiica suas qualidades de uma maneira sobrenatural. Ex.: eu sou naturalmente calma, mas em situações de muito estresse e desespero eu tendo a dar uma pirada. O Espírito Santo me ensina a estar calma em qualquer situação, não porque eu me torno um ser iluminado, mas porque ele é um poder sobrenatural que vive em mim. A sensação que eu tenho é que ele me dá uma força super extra na hora que eu mais preciso;

3) Ele te ensina a lidar com suas fraquezas. Ex de novo: eu sou um pouco impaciente. Quando aparece uma situação potencialmente irritante, ele novamente me dá uma força extra me levando a fazer, muitas vezes, o contrário do que eu faria naturalmente. O poder dele, literalmente, se aperfeiçoa na minha fraqueza***. O fato de ele dar essa força não quer dizer que tudo fica fácil, pelo contrário, eu preciso de muuuita força de vontade também pra mudar meus velhos hábitos. Mas é possível. E isso já é mara :)

Bom, acho que hoje eu fico por aqui. Vamos devagar e sempre. Ahh, e eu vou continuar falando de filmes, músicas e tudo o mais que eu costumo comentar por aqui. Cabe tudo nesse blog (e já pensou eu ficar mais de duas semanas sem falar de música e filme?! Eu hein…rsrsrsrs)

Abração a todos………………………:)

*apesar de estar geralmente limitada às aulas de filosofia e à música do Skank – sim, Garota Nacional também é cultura

**Lc 11:13

***2 Co 12:9-10/Jo 14:23