Voltando…e se superando

20 mar

Eis que duas semanas depois ela reaparece do nada, ressurge das cinzas, out of a blue (e é bom que ela tenha uma boa explicação….hehehehe)

Aiai…não gente, minha explicação não é das melhores não. Na verdade passei umas duas semanas um pouco conturbadas, e a inspiração pulou pela janela. Pulou, mas voltou. Nada que alguns bons livros, conversas com Deus, filmes interessantes e alguns insights não dessem jeito. A maré baixa veio com hora marcada pra ir embora. Então bola pra frente.

“Ah, como sou feliz!”, o pequeno milhafre pôs-se a gritar, “só porque fui corajoso e não deixei de tentar.”  William J. Bennett

Essa frase está em um livro muito legal que eu tenho lido quase todos os dias, o nome é Beijos de Alegria para Mulheres, de Carol Kent e Thelma Well. Me fez parar e pensar. Existe muita satisfação interior quando fazemos coisas que rompem certas barreiras que nós mesmos construímos na nossa mente. Já passei por muitos momentos legais nessa vida, mas a maioria dos que eu considero como mais marcantes foram aqueles em que eu rompi meu meu medo e minha insegurança pra fazer algo inusitado, ou algo que simplesmente eu evitaria fazer para me manter na zona de conforto. Em um desses momentos de iluminação cheguei a apresentar (cantando e tocando) o tema de Titanic “My Heart Will Go On” no anfiteatro da escola com mais algumas colegas corajosas da quinta ou sexta série. Very brave, eu sei.

Hoje eu tive um momento desses. Ontem minha carteira de motorista definitiva chegou. A princípio eu achei o máximo, até porque para mim a permissão para dirigir nunca representou muita coisa. O fato de ter limite para faltas no trânsito com o risco de perder a carteira me dava a péssima sensação que qualquer minuto de bobeira iria me mandar de volta para estaca zero. Auto escola é um mal necessário, então please, que seja só uma vez. Mas a bem da verdade é que eu não dirigi mais durante esse tempo por um certo misto de preguiça, procrastinação e medo. Então a chegada da minha carteira definitiva significou o fim de vários meses de muitas desculpas esfarrapadas. Meu deadline para a vida no banco de passageiro.

Então hoje, no final da tarde, eu me preparei psicologicamente para dirigir depois de mais de sete meses longe da direção. Parece piada, gente, mas quando o relógio marcou 18:20hrs eu comecei a ficar um tanto quanto ansiosa. A mesmíssima sensação que eu tive todas as vezes que estava na fila de uma montanha-russa ou qualquer brinquedo mais emocionante: borboletas no estômago e aquele inevitável pensamento “Por que eu entrei nesse negócio? Como é que eu saio daqui??”. Sentei na cozinha, comi meu hamburger, olhei para o relógio, mordi meu hambúrger mais uma vez e olhei de novo para o relógio. Longos cinco minutos depois meu hamburger tinha acabado e só me restava escovar os dentes e pegar as minhas coisas para ir para faculdade. Chamei meu irmão-co-piloto (até porque eu tenho amor à vida e aos meus queridos concidadãos) e desci para a garagem. Por incrível que pareça, a coisa toda foi muito normal daí pra frente. Dirigir é que nem andar de bicicleta, você pode até dar umas barbeiradas quando recomeça (leia-se: deixar o carro morrer três vezes na saída da garagem e abrir um pouco de mais em uma curva, assustando o motorista desavisado da pista ao lado), mas não esquece. E eu não esqueci. Dizem que a coragem não é ausência de medo, mas sim agir apesar do medo. Eu nunca deixei de andar em nenhuma montanha-russa por frio na barriga, e não pretendo me privar do meu direito de dirigir – suadamente conquistado – por medo também. Fiz isso por muito tempo, e acho que é tempo de mudar.

Ontem eu assisti um filme muito legal que fala sobre romper certos medos e começar a viver. E o mais legal é que o “viver” em questão não é fazer coisas mirabolantes, como saltar de paraquedas ou virar noitadas bebendo todas. É simplesmente fazer coisas simples que você se priva de fazer por muito tempo, e que pode ser toda a diferença entre frustração latente e realização. O nome do filme é Mais Estranho que a Ficcção, e o trailer está aí.

“O perfeito amor lança fora todo o medo.” 1 Jo 4:18

“A vida não é uma jornada até a sepultura com a intenção de chegar em segurança e com um corpo bonito e bem-conservado. É estatelar-se no chão, totalmente exausto e esgotado, e proclamar bem alto: ‘Puxa! Que viagem!’.” Autor desconhecido

Abraços e até o próximo post……………………………;)

2 Respostas to “Voltando…e se superando”

  1. Jorge Augusto março 21, 2009 às 3:48 am #

    Parabéns, Déia, pela carteira. E é isso mesmo, o tal do medo é atraso de vida. Bote medo no medo e o mantenha sempre bem longe………….
    abraço

  2. chega de blá blá blá março 22, 2009 às 4:43 pm #

    Esse post nem serviu p mim hauhauhauuauauauha ainda estou refletindo…

    ;*

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