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Porque todos precisam de uma boa costureira

29 nov

Oi gente!

Hoje o post é sobre uma necessidade universal: ter uma costureira de confiança. O motivo é bem simples e comum a todos. Pensa aqui comigo, as roupas que estão nas lojas são feitas em cima de um molde, com medidas padronizadas para cada “manequim” (so old school). Por mais que seja uma boa aproximação, dificilmente alguém se encaixa exatamente nessas medidas. É claro que nem sempre isso dá uma diferença significativa, e é por isso que a maioria das peças que eu compro não precisa de ajustes. Se for um tecido que se ajusta ao corpo, como malha, mais fácil ainda de dar certo.

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Mas para roupas de tecido com pouco ou nenhum elastano, o caimento não fica tão bom com a mesma facilidade. Se você tem o quadril mais largo e a cintura mais fina, já deve ter experimentado várias calças que ficam “sobrando” na cintura. Aí de duas a uma: ou não compra a calça, ou usa ela eternamente com cinto. Já pode até deixar o cinto nela, porque essa parceria é até a morte.

Ou pode ser que você tenha o busto maior, e os botões da camisa ficam abrindo quando você tenta fechar. Mas se você pega um número maior, fica larga na cintura. Barra de calça é batata. Eles geralmente fazem elas mais compridas (graças a Deus para mim e para outras pernalongas) exatamente para dar certo com mais de um tipo de corpo. Então a barra tem que ser ajustada.

Acredito que a maior parte das lojas hoje em dia já oferece serviço de ajustes. Se tiver, aproveite. A opção mais prática é levar a roupa prontinha pra casa. Mas se não tiver – ou se você estiver comprando fora da sua cidade e não tem tempo para esperar o ajuste -, não desista da peça tão facilmente. Tenha uma boa costureira à mão!

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O melhor jeito de arrumar uma costureira é por indicação. Aliás, com qualquer tipo de serviço a melhor opção é essa. Se você não tem, ou a sua não é muito boa, troque ideia com amigos, colegas, parentes e conhecidos. Alguma santa vai ter uma boa dica pra te dar. Ou um santo. Sim, porque esse conselhos são absolutamente válidos para os homens pelos mesmíssimos motivos. Meu pai mesmo é um dos homens bem instruídos que ao invés de usar roupas largas (ar de desleixo) ou justas (ninguém merece), manda ajustar todas que não ficam realmente boas. Mulheres gostam de homens bem vestidos, rapazes!

Há costureiras que lidam só com ajustes e tem as que realmente fazem roupas. Hoje vou falar dasfazedoras de ajustes.

Fazedoras de ajustes

São as mais comuns, e não é difícil encontrar uma pelo menos razoável. De preferência, procure uma que também tenha bons preços. Ao invés de levar uma peça de cada vez, eu costumo juntar algumas para facilitar a vida. Minha dica é: se esforce para ser criteriosa. Eu digo isso porque já adotei várias vezes aquela atitude “ahh…tá bom assim mesmo”, sabe? Quando a gente não está 100% satisfeita mas deixa passar? Você não precisa deixar passar, porque quem vai pagar o pato de uma roupa mais ou menos é você. Então seja específica sobre o que você quer e olhe várias vezes no espelho para ter certeza. Sente-se e faça movimentos para ver se nada vai ficar justo ou curto demais.

Se for calça reta ou com boca mais larga, talvez você prefira a barra cobrindo a maior parte do salto para alongar a perna. Nesse caso, é uma boa levar um sapato de salto para medir.

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Se você fizer o ajuste e não ficar muito bom, peça um “reajuste”, se possível. Eu digo se possível porque se for o caso de uma calça que ficou curta demais, por exemplo, aí não tem remédio. Mas em muitos casos é possível mexer novamente até ficar realmente bom.

Agora voltando ao início, é válido dizer que dependendo do ajuste necessário, não compensa comprar uma roupa que não fique legal. Mas em muitos casos, principalmente quando forem peças boas e de qualidade, alguns ajustes são perfeitamente normais e bem-vindos. Há muitas mulheres cujo corpo parece não dar certo com nada. Se for seu caso, não se resigne com roupas sem caimento, procure uma costureira!

E lembre-se que é sempre melhor comprar algo que sobre tecido (na cintura, na barra, etc.) e fazer um ajuste simples, do que usar um número a menos e ficar com tudo pulando para fora. Aí não tem cristo que salve.

Bom gente, fico por aqui.Se tiverem mais dicas e comentários, compartilhem! 🙂

Abraço a todas =)

Trânsito: 7 bilhões de pessoas e zero civilidade

4 nov

Oi gente!

Na semana que a população mundial chega a estimados 7 bilhões, todos paramos para pensar nas implicações desse novo número. Na verdade, cabem sérias reflexões sobre o assunto, principalmente no que diz respeito ao excesso de consumo e desperdício de alguns e absoluta falta de condições básicas para outros.

Mas onde estamos sentindo o impacto desse número mesmo é no trânsito. Como se não bastasse o crescimento populacional, está cada vez mais fácil ter acesso a um carro próprio, o que é ótimo – em partes. Por mais que o transporte coletivo eficiente é um dos símbolos do desenvolvimento, a verdade é que todo mundo gosta de ter seu carrinho, e não culpo ninguém porque eu também acho muito bom ter o meu.

A questão é que a habilidade no trânsito não está aumentando na mesma proporção. Gente, isso é sério. Isso mata. Mata literalmente ou mata de raiva. Aqui na capital do cerrado a coisa é feia. Há algum tempo atrás vi uma cena que me fez pensar no retrocesso que a humanidade está vivenciando em termos de civilidade.

Estava eu tranquilamente no quarto, às 18h de uma sexta-feira movimentada, quando ouço gritos. Eu moro bem no Centro, então estou razoavelmente acostumada a demonstrações públicas – e totalmente impróprias – de desafeto, especialmente no meio de uma madrugada regada a álcool. Mas era um fim de tarde sóbrio e movimentado, e aquilo soou estranho. Fui checar e eis a cena que vi do alto do meu prédio:

Um carro parado no meio da rua. Um pouco à frente, uma moto atravessada na pista e estacionada, bem em cima da faixa de pedestres, estrategicamente bloqueando a passagem do carro, pelo que vim a descobrir. Uma discussão ultra acalorada estava acontecendo. Não deu para entender o contexto, mas parece que a motorista do carro deu uma fechada no cara da moto (que tinha um passageiro) há mais ou menos um quarteirão de distância, ele deve ter reclamado, ela retrucou, a coisa esquentou, e no próximo “PARE” – bem debaixo do meu prédio – eles pararam para tirar satisfação.

Tirar satisfação realmente é um eufemismo. A coisa estava nesse nível:

Ele: – Você é uma siliconada!!

Ela: – Eu tenho dinheiro mesmo!! E você que é um pobre? Eu tenho dó da sua mulher!!

Ele: – Ahh, e você vai para @&*!%!!!!

E a coisa foi daí para baixo. Estou no meio da selva, pensei. Daqui a pouco o Tarzan aparece para nos salvar.

Como se não fosse bastante a desavença no nível verbal, eles quase foram para a luta livre. Houve um momento em que o companheiro do motociclista jogou o capacete no chão – na verdade, ele fez isso várias vezes – e avançou em cima da mulher. Ai meu Deus, cada a polícia que não chega? Sério gente, o que acontece com essas pessoas?

Por fim a mulher entrou no carro, e ficaram todos esperando a polícia chegar. Não sei como foi o desfecho, mas depois que fizeram o B.O. todos fizeram o favor de desocupar a rua, que a essa altura já estava bem congestionada. Fim do show de horrores.

Agora imagine só, uma mulher gritando e xingando que nem uma louca (na verdade, parecia um homem sem educaçã0) e dois homens esquentados e com pouco respeito pelo sexo oposto. Sinceramente, é provável que um deles tenha errado primeiro, mas depois daquela cena ridícula ninguém merecia o título de inocente.

Fica claro que temos pensar muito bem antes de nos sentarmos atrás de um volante. Somos capazes de sermos pelo menos civilizados, mesmo que as outras pessoas não sejam? Porque essa é a questão, não é? Manter o nível quando os outros não mantem.

Não acho isso nem um pouco fácil. Eu me estresso sim e critico os outros conversando comigo mesma (“Bonito amigão!!” ou “Então você comprou a rua e não avisou ninguém, né?!”). Mas em um mundo onde as pessoas perderam o bom senso e a educação, precisamos fazer um esforço extra para segurar a onda e não partir para a ofensiva. Ainda somos seres humanos. E respeito ainda é a única coisa que se pode exigir do próximo.

Se os outros não percebem isso, pelos menos faça sua parte subindo o nível. Como eu já disse aqui, por mais tentador que seja, nunca devemos nivelar por baixo. Acredite, ainda existem pessoas finas por aí.

Abraço a todos =)

Inevitável imperfeição

21 out

Eu não sei quanto a você, mas para mim a realidade da imperfeição sempre foi algo difícil de engolir. Acredito que Deus criou os seres humanos originalmente para viver em um mundo perfeito. Mas adivinhe só? Graças a nossos ancestrais a perfeição desse mundo não durou nada e agora temos que lidar com problemas do lado de dentro e do lado de fora, todos os dias.

Quando se é um perfeccionista, a luta parece dez vezes maior. Em tudo buscamos um estado ideal que simplesmente não existe, seja no trabalho, nos relacionamentos, na maneira de agir, de pensar ou sentir. Se não soubermos controlar nossa ânsia pelo ideal, estamos fadados a um triste sentimento de derrota.

Nem só os perfeccionistas sofrem com isso. A verdade é que todos nós em algum momento olhamos para nossa vida e constatamos que ela não está acontecendo bem com gostaríamos. Não estamos tão bonitos ou tão em forma, nosso emprego não é tão interessante, o dia a dia não é tão emocionante, os projetos não estão em dia, não temos grana para tudo que queremos, não somos tão legais e pacientes como gostaríamos. Por mais que tenhamos alguns momentos de glória e merecido refrigério, a verdade é que em 90% do tempo estamos às voltas com todas as frustrações de um ser humano imperfeito vivendo em um mundo igualmente imperfeito.

Se você se identifica com essas frustrações, deixo algumas dicas de quem está aprendendo no meio do jogo o que é driblar o adversário.

1. Não existe perfeição: Essa palavra bem podia ser banida do planeta Terra se não fosse tão útil como força de expressão (eg: “Comprei um vestido perfeitooo!”). O fato é que quanto mais cedo aceitamos os erros e limitações como fatores normais e inevitáveis, mais fácil é ficar de bem com a vida. A mega fila do banco roubou 2 horas do seu dia? Normal! Você errou a mão e o molho ficou ruim? Acontece! Brigou com seu amigo? Relacionamentos são assim mesmo! Você não precisa sorrir de orelha a orelha diante de cada revés, mas também não precisa se descabelar como se fosse o fim do mundo. Essa é a vida. E ainda assim, ela é bonita.

2. Todo dia é um novo dia: Talvez você esteja familiarizado com essa cena: você coloca a cabeça no travesseiro e instintivamente fica remoendo o fora que deu, a estudada que não deu, o “feliz aniversário” que esqueceu de dar, o “me desculpa” que preferiu não falar, enfim, tudo aquilo que te colocou para baixo ao longo do dia. Sabe o melhor a fazer? Dormir. Não perde tempo, não. Dorme logo e bastante. Quando você acordar vai estar em um novo dia. Uma folha em branco, uma nova chance de esforçar mais, de pensar mais antes de agir, de aproveitar melhor seu tempo, de ser uma pessoa melhor com os que estão ao seu redor, de curtir mais a vida. Já te aviso que seu novo dia não vai ser perfeito. Mas sabe do quê? Pode ser realmente incrível.

3. Não seja seu próprio carrasco: Acredito que é essencial desenvolver a capacidade de se analisar e reconhecer todas as áreas em que precisa melhorar. Mas isso é muito diferente de se martirizar. Você não precisa ficar se matando de culpa o tempo todo por ter pisado na bola de novo. A culpa nos deixa irritados, deprimidos, frustrados, desesperançosos. Pessoas assim não vencem na vida. Elas azedam suas vidas e a vida de quem está por perto. E eu e você não queremos isso. Então quando a culpa tentar te manter no chão, pense em todas as muitas qualidades e aspectos positivos de sua personalidade. Pense em todos os seus acertos. Pense nos momentos em que você deu a volta por cima, deu um golpe de mestre, fez algo que parecia além de suas capacidades, foi além. Isso sim é um ótimo combustível para te manter firme no processo de se tornar uma pessoa melhor.

4. Pior do que errar, é não aprender e consertar: Se você já leu um pouco a Bíblia, talvez tenha notado que Deus é muito realista. Ele não fica chocado com nossos erros. Ele não balança a cabeça e diz “Tsc, tsc”. Ele oferece um caminho prático. Pisou na bola? Se arrependa, aprenda a lição e conserte o erro. Simples assim. A lamentação é pouco produtiva e surpreendentemente confortável. Você reclama do que deu errado, mas fica só no estágio do remorso, ou seja, não reflete sobre a raiz do problema e não faz nada para consertar o que aconteceu. Todos os caras relevantes da Bíblia cometeram erros feios, mas o que deu a palavra final na vida deles foi a atitude de se arrepender, pedir perdão e fazer o certo. Isso é caráter. E caráter é algo que todos nós precisamos.

5. A palavra é crescer: Existe um provérbio que eu adoro: O caminho do justo é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até se tornar dia perfeito. Isso é o que você deve almejar na sua vida: crescimento constante. É olhar para trás e perceber que você já melhorou muito. Pode estar anos-luz do que gostaria, mas definitivamente está muito melhor do que já foi. Não se conforme com tudo de ruim que acontece, seja por dentro ou por fora. Pelo contrário, lute para se tornar melhor e fazer do mundo um lugar melhor. Mas não se esqueça que isso leva tempo. O crescimento não é um processo de dias ou meses, é uma jornada de uma vida. Então siga em frente.

Essas são as dicas de hoje. Espero que sejam úteis para você na hora em que o frustração tentar te dominar! Precisamos nos lembrar que no final das contas, é a gente que escolhe a vida que quer ter. 😉

Abração a todos =)

Seja seletivo!

11 set

Oi gente!

Estava pensando ontem na importância de escolhermos bem aquilo que vemos e ouvimos. “Lixo que entra é lixo que sai” é mais do que um ditado, é uma verdade que eu já tive a oportunidade de testar na minha própria vida.

Seria muito bom em vários sentidos se o ser humano pudesse ser imune ao que vê e ouve, mas o fato é que todas as informações e estímulos aos quais somos expostos diariamente causam mais efeito em nós do que percebemos. Desenvolvemos crenças, preconceitos, pontos de vista e até medos a partir de tudo o que está ao nosso redor. Estamos sempre aprendendo, querendo ou não.

Sabe quando essa lógica fica bem aparente? Quando conversamos com uma pessoa interessante, que tem um papo bom. Pode sondar que você vai descobrir que ela lê livros legais, vê bons filmes, e está sempre se “alimentando” de conteúdos interessantes. Da mesma maneira, converse com uma pessoa bem sem conteúdo e vai descobrir que, se é que ela se preocupa em absorver alguma informação por aí, não é coisa boa e muito menos útil!

Pensando nisso, deixo algumas dicas para você que também quer ser mais seletivo com o que absorve por aí. Porque nossa cabeça não é pinico, não é mesmo? 😉 1. Tenha sempre um bom livro à mão: Como bem disse Voltaire, a leitura engrandece a alma. Você conhece lugares novos, pontos de vista diferentes, realidades incríveis. Sem dúvida nenhuma, um bom livro te ajuda a ser uma pessoa melhor. A maneira mais simples de aproveitar isso? Esteja sempre lendo um bom livro. Mesmo que você demore dois meses para acabar porque não consegue ler mais do que quatro páginas por dia, não desista até criar esse hábito. Quando acabar um, engate em outro. Quando se der conta, já vai ser um frequentador de livrarias. 2. Acima de qualquer suspeita: Independente de sua crença, a Bíblia é um dos livros mais incríveis que você pode ler. É uma compilação de histórias, parábolas, provérbios, poesias, ensinamentos, tem de tudo um pouco. É o único livro que eu leio todos os dias e continuo me surpreendendo como se fosse a primeira vez. Se você acha que não tem muita afinidade com essa história de Deus, arrisque pelo menos o livro de Provérbios escrito pelo rei Salomão. Ali você encontra princípios de relacionamento, governo, economia, saúde e até etiqueta (!). É simples e vai direto ao ponto. 3. Mude de canal: Você começa a assistir um filme. No começo está até mais ou menos, mas você dá um voto de confiança porque não tem mais nada para fazer. Mas aí vai ficando ruim. E você não para, e aguenta bravamente até o a última cena ridívula. E no final, a conclusão é só uma: você perdeu 2 horas da sua vida com uma porcaria. Por que a gente faz isso?! Até parece que a gente assina um contrato que não pode desistir do filme. Eu, hein? Se a coisa está ruim, não hesite: mude o canal. O filme é alugado? Desista no meio do caminho mesmo. Seus cinco reais já foram embora. Pelo menos não perca seu tempo e seu bom gosto. 3. Você não precisa ler tudo: Existe um longo e tortuoso caminho que separa minha homepage do meu e-mail. Tem dia que quando eu finalmente consigo abrir o dito-cujo, já tem oito janelas abertas com notícias que vão desde “Khadafi se recusa a se entregar” a “Aprenda a fazer cookies”. Gente, não estou brincando, é uma batalha passar reto por 50 manchetes nesses sites de notícias. A solução? Olha a manchete. Depois para e pensa: “Eu realmente quero saber o que a ex-BBB Fulana de Tal falou da Panicat Cicrana de Tal? Eu realmente quero ler um texto sobre isso?!” Se a mídia não filtra nada, desenvolva seu próprio filtro. Sua paz mental – e sua inteligência – agradecem. 5. Retenha o que é bom: Sendo cuidadoso, você vai evitar um monte de lixo. Mas é impossível escolher tudo o que vemos e ouvimos. Mesmo sem querer, vai acabar dando de cara com coisas de todo tipo. Faço minhas as palavras do apóstolo Paulo: Examinai tudo. Retende o bem*. Tire o que é proveitoso, e jogue fora o que não for bom. É possível extrair lições até de fontes péssimas. Mesmo que a lição seja “Nunca mais leia isto”!

Fica então a diquinha para você que vai começar mais uma semana bombardeado de informações por todos os lados. Não se esqueça que é você quem está no controle. O trabalho da mídia é te oferecer opções. O seu trabalho é escolher. 😉

Abraço bem informado a todos =)

* 1 Tessalonicenses 5:21

Quem troca o pneu?

2 set

Oi gente!

O post hoje é parte produção própria, parte terceirizada. Eu explico: uma parte importante é extraída do livro Alô, Chics!, da Gloria Kalil, jornalista, empresária e consultora de moda, chiquérrima, finézima (ou phinézima, como diriam alguns hoje em dia) e ótima escritora. Temos dois livros dela aqui em casa, e eu adoro ler e reler suas inúmeras dicas de etiqueta e moda. Sempre com muito bom senso – e bom humor.

Ela também está à frente do site Chic, onde você encontra de tudo um pouco. De tudo chic, é claro.

Escolhi para um hoje um texto interessante sobre as mudanças no relacionamento entre homens e mulheres. Confesso que, assim como muitas mulheres, aprecio o cavalheirismo (quer coisa mais fofa do que a cena acima?). No entanto, assim como essas mesmas muitas mulheres, às vezes me canso da falta de atitude de muitos homens por aí e acabo fazendo o que seria mais adequado deixar para eles fazerem. Ou seja, se uma mala pesada precisa ser carregada e nenhum homem se prontifica, eu me viro sozinha. E muito bem, sim senhor!

Mas como a Gloria Kalil comenta, e eu concordo, defendemos tanto nossa independência feminina que acabamos nos privando do cavalheirismo que tanto gostamos. Vou mais longe: incentivamos a passividade masculina, já que o lado de lá se ressente da nossa postura eu-posso-tudo-sozinha e se acomoda. Não deveria (viu, meninos?), mas é o que acontece.

Bom, acho que os dois lados tem muito o que aprender – ou reaprender. Então deixo o texto (na verdade, um capítulo do livro, p. 166) para refletirmos e repensarmos nossas relações.

“Quem troca o pneu?

Outro dia, num jantar, reparei numa mulher que levou um prato com a sobremesa para o namorado e foi servir um cafezinho para ele depois. Na saída, ele ajudou-a a colocar o casaco e abriu a porta do carro para ela entrar. Por outro lado, vi várias mulheres que não tomaram o menor conhecimento dos homens durante o jantar e que, na saída, tiveram que correr para entrar no carro onde eles já estavam e as chamavam com buzinadas.

Sei não… Alguma coisa está mal avaliada nessa famosa libertação feminina. Que homens e mulheres tem os mesmos direitos jurídicos e civis, a mesma capacidade intelectual, está claro e já nem se dicute mais. Mas será que a gente tem que ficar provando isso o tempo todo? Será que não abolimos nesse radicalismo uma das coisas mais agradáveis da convivência que é a gentileza?

Pensem bem: não é muito mais fácil para nós mulheres fazer um cafezinho para eles – o que não é nenhum esforço do outro mundo -, mas, em compensação, poder contar com eles para trocar um pneu, que é uma tarefa desagradável e pesada? Acho que o mundo moderno anda esquecido da noção de troca de gentilezas, e o relacionamento entre homens e mulheres anda se ressentindo muito disso. Sugiro que a gente volte a colocar essa graça na vida. Nada pode ser mais civilizado do que a troca de gentilezas entre duas pessoas que se tratam de igual para igual.”

Fica a dica então para todos nós. Menos orgulho e mais gentileza não faz mal para ninguém. 😉

Abraço a todos =)

Pulando a Cerca: O Lado dos Solteiros

26 ago

Oi gente!

Estava lendo agora há pouco uma reportagem na revista Women\’s Health desse mês sobre traição. A matéria fala sobre o aumento do número de pessoas que traem (portanto, do número de traídas também) e sobre fatores biológicos que influenciam o ato de trair. Não vou me apegar aos detalhes e vou pular direto para o final do matéria: por maior que seja a influência do meio e do próprio corpo, trair continua sendo uma decisão. Como bons seres humanos que somos, nosso cérebro avançado não dá boas desculpas para nosso instinto irracional.

Mas hoje quero falar de um outro lado da história: o lado dos solteiros. Tenho percebido que tem gente bem intencionada que não trairia seu namorado, mas não veria taaanto problema em ficar com o namorado de outra. Hein? Pois é, na hora do vamo-vê você está lá, ele também está lá todo bonitão, dando em cima, a namorada não está por perto, você nem sabe se aquela aliança é de compromisso, vai que te passaram informação errada e ele nem está namorando, e de repente o que era preto no branco ficou uma grande zona cinzenta na cabeça.

Vou  dar então o meu parecer sobre o assunto e deixar algumas considerações que acredito que todos deveriam fazer na hora da verdade. Meninos, eu tenho mania de escrever para mulheres (falo namorado ao invés de namorada, e por aí vai), mas o artigo é para todos. Estamos em temporada de shows (Barretos, Camaru em Uberlândia, Rock in Rio mês que vem, etc), a famosa terra-de-ninguém, paraíso para fazer tudo aquilo que dá na cabeça, sem contar os habituais churrascos, viagens, festas, e por aí vai. É nessas horas que o bicho pega. Acho que essas considerações então vão ser úteis. Mas vamos ao que interessa.1. O problema é dos dois: a maior tentação na hora da tentação é achar que o problema é só do lado de quem está namorando. Ledo engano. Ninguém beija sozinho, abraça sozinho, faz daí pra frente sozinho. A não ser que eu esteja escrevendo para um boneco inflável, você também é responsável pelo que acontece e pelo que não acontece. Quando prestarmos conta com O Lá de Cima, é cada um por si. Se você não vê problema na situação, que não seja por achar que a culpa é só do outro que está dando mole.

2. Tudo o que vai, volta: Nas palavras do filósofo Justin Timberlake, what goes around comes around. Essa é uma lei do Universo que está acima de qualquer crença. Sábios de séculos atrás já afirmavam que tudo que você planta, você colhe. Talvez não da mesma maneira, mas de algum jeito você recebe a recompensa pelo seu esforço – ou por suas escorregadas (para não dizer outra palavra). Bem justo. Então quer colher coisas boas? Faça sua parte e semeie coisas boas.3. Coloque-se no lugar do traído: Eu quero ser um mico de circo se tem alguém lendo esse artigo que gosta, curte pra valer ser traído. Não tem. Se fosse coisa boa, chifrudo era elogio. Se você não gosta, por que acha que a namorada do que está dando mole acharia bom? Vale aqui outra lei universal: não faça com os outros o que você não gostaria que os outros fizessem com você.4. “Já fizeram isso comigo”: Eu entendo o raciocínio. Você foi fiel, fez tudo direitinho, e de repente fica sabendo que o outro pulou a cerca. Então pra quê evitar agora o que todo mundo já está fazendo? Olha, posso até ser uma pessoa à moda antiga, com valores meio diferentes. Mas realmente acho que você nunca deve nivelar por baixo. Essa é a desgraça da nossa humanidade. Usar os erros alheios para justificar os próprios. Você pode sim estabelecer padrões mais elevados para si mesmo. Até porque ajudar outra pessoa a trair seu namorado não vai anular ou mesmo diminuir o que aconteceu com você. Você só está passando a desgraça adiante, fazendo exatamente o que fizeram com você. Tenha coragem de ser superior a isso.5. Você não precisa disso: Você é interessante o suficiente para conquistar a atenção e o coração de alguém por completo. Quando a gente ama e admira muito uma pessoa, é capaz de abrir mão de todas as outras opções no mercado. Não é mágica, é compromisso. E existe pessoas que ainda acreditam nisso, pode ter certeza. Repita comigo: Eu sou uma pessoa linda, inteligente, interessante, capaz, e posso ter alguém incrível do meu lado. Só do meu lado.

Último pensamento: mesmo que ele proponha sair do relacionamento em que está para ficar com você, vou ser sincera. Meu conselho é: pula fora. Se já está provado que monogamia não é o forte dele, o que te garante que na sua vez vai ser diferente? Eu, hein…chuta que é laço!

Para ilustrar o raciocínio, deixo então um sambinha muito bom de Zeca Baleiro, interpretado pelo simpático Diogo Nogueira.

Abraço a todos =)

Amor não correspondido: o que fazer?

5 ago

Oi gente!

Hoje o post é uma dica para os meus leitores que, como eu sei, são super bem intencionados e só querem o melhor para seus amigos. 🙂 O texto é big, mas o motivo é nobre.

Muitos de nós já passaram pelo menos uma vez por uma certa experiência que pode ser até meio chata: descobrir que alguém gosta de você. Não, não é essa a parte chata! Mas sim constatar que você não sente a mesma coisa pela pessoa. Quando você percebe ou fica sabendo da notícia, vem a pergunta: o que fazer? Porque às vezes a pessoa é próxima, uma amiga, e fica aquela mistura de sentimentos estranhos e uma incerteza danada a respeito da melhor forma de agir com a dita cuja.

Eu também já passei por esse tipo de situação, e gostaria de deixar o meu ponto de vista e algumas dicas para vocês. Lembrando que minhas dicas são baseadas na minha experiência, na observação da vida alheia e em princípios que eu adotei para minha vida. 😉 Mas acho que são bastante coerentes, então espero sejam úteis para vocês. Então vamos ao que interessa:

1. Não conte para Deus, o mundo e o fundo: Tudo bem contar para o melhor amigo (se não for ele!), mas não fique espalhando por aí o acontecimento, até porque muitas vezes a pessoa nem está sabendo lidar com o sentimento e está guardando para si. Não é exatamente uma sensação satisfatória perceber que está gostando de alguém que já deu sinais que não sente o mesmo. Então lide com o assunto com cuidado e respeito.

2. Não alimente falsas esperanças: É aqui que quase todo mundo esbarra. Antes de qualquer coisa, seja bem honesto consigo mesmo e veja se há alguma possibilidade de estar sentindo algo mais pela pessoa também. Não? Então assuma uma postura coerente. Todo mundo sabe que quando a gente gosta de alguém, um pingo vira alfabeto. A pessoa te olha sem querer, e você já acha que está flertando. Ela te dá um abraço (igual deu no amigo do lado), e você sente que com você foi…nossa, super especial. Ela fala que te acha muito legal, e você acha que que ela disse que você é a pessoa da vida dela. Em suma, sua mente começa a concordar com a loucura do seu coração. E o que era para durar dias pode durar mais de ano, até a pessoa arranjar um namorado e você ficar com cara de tacho.

Deu para entender a moral da história? Você não precisa cortar relações, mas coloque mais um real de bom senso nas suas demonstrações afetivas para não encher o coração do pobre coitado – ou pobre coitada – de esperança. Se for amigo, leve isso muito mais a sério. Principalmente vocês meninas, queridas do meu ♥, não fiquem dando mil abraços toda hora, chamando para saídas à dois (mesmo que vocês tenham feito isso a vida inteira sem segundas intenções) e jogando todo seu charme “involuntariamente” para nossa querida vítima do cupido. O que me leva à próxima dica.

3. Não se aproveite da situação: De repente sua ficha caiu que você está solteiro há umas boas estações, e essa nova situação não soa tão ruim, não é verdade? Você está carente, a pessoa te dá toda atenção do mundo, às vezes é até bonitinha ou gatinho, quem sabe eu só fico com ele… Sinto muito, mas esse tipo de atitude só tem um nome: Ato de Supremo Egoísmo. Você está prolongando o sofrimento de alguém para massagear seu ego. Está dizendo abertamente que seus sentimentos são infinitamente mais importante do que o deleSorry pela franqueza, mas eu não poderia enfatizar suficientemente quão mesquinho é isso. Então tome tipo: supere a tentação e coloque o coração do seu amigo em primeiro lugar.

4. Considere a possibilidade de uma conversa: Se a pessoa deixou bem claro o que sente, às vezes até verbalmente, talvez a melhor alternativa seja ter uma conversa amigável e sincera. Exponha seus sentimentos de maneira muito clara e deixe a pessoa falar também. Você quer o melhor para ela, não é? Quer que ela seja feliz, encontre alguém que corresponda a seus sentimentos, prossiga com sua vida ao invés de ficar empacada na esperança de uma história que nunca vai existir. Então fale tudo isso para ela, e libere o coração dela para voar e achar um outro alguém. Se ela vai entender e fazer algo a respeito, isso agora está nas mãos dela.

5. Talvez as coisas mudem no começo: Tudo bem, a pessoa entendeu e quer realmente seguir adiante. Mas é claro que o coração da dita cuja não muda do mesmo jeito que você troca uma estação de rádio. Isso vai levar tempo. Então mantenha todo o bom senso, principalmente no começo. Se seu comportamento for incoerente, a pessoa vai ficar confusa e pode voltar a estaca zero. Então mesmo que isso signifique diminuir a proximidade no começo, considere que essa alternativa pode ser a melhor. Com o tempo, tudo tende a voltar para o lugar. Inclusive as boas amizades.

Fico então por aqui. Espero ter ajudado alguém por aí 🙂  E se você conhece alguém que está nessa situação, compartilhe as dicas e de quebra ajude um pobre coração apaixonado a sair de um barco furado.

Abraço a todos =)