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Elie Saab: looks românticos

14 dez

Oi gente!

Eu tinha comentado nos últimos comentários (entendeu, né?) que queria postar mais looks da coleção primavera/verão 2011 do Elie Saab. Com uma semana de atraso, entrego o prometido. Vamos levar em consideração que essa coleção foi apresentada no começo do ano, já que no lado de cima do Equador a estação quente é no meio do ano. Mas como eu não sou o tipo de pessoa que leva muito a sério a ideia de ter um vestido de festa com todas as trends do momento (até porque meus vestidos de festa tem que durar bem mais que um ano), deixo looks tão lindos que poderão nos acompanhar em muitas estações.Amei o da direita! Novamente, repare como esses vestidos deixam o corpo bonito com seus drapeados estratégicos. Só precisaria de outra cor, porque nessa eu fico uó total.

Sim, as famosas adoram Elie Saab. Seja no Oscar, como a Mila Kunis, ou figurando em capas de revistas, como a Zöe Saldana.

Todos lindos, mas esses últimos dois….Papai Noel, tome nota.

Como você pode ver, não ocorreu ao people que vestido preto em fundo preto não era uma ideia muito brilhante. De qualquer maneira, acho que estão entre os mais lindos da coleção. E mais famosas aprovaram: Léa Seydoux (hein?), atriz francesa que faz uma participação no último Missão Impossível,  e Sara Forestier, também atriz, também francesa, mas só aparece em filmes franceses too cult para meu mundo pop. Olha como ficam lindos no corpo.

Oh Lord, eu quero todos. Adoro cintura marcada, e ele usa e abusa disso. Fica super feminino, né?

Espero que tenham gostado! Se você é adepta de mandar fazer roupas, uma ideia boa é fazer uma pastinha com boas inspirações. Quando precisar, é só tirar um Elie Saab maravilhoso da manga. 😉

Abraço a todos =)

Maratona Cordel Encantado: Lampião e Maria Bonita

21 ago

Oi gente!

Eu falei no começo da semana que a Maratona ia só até sexta-feira, mas resolvi estender até hoje. Faltou um pedaço super importante da história: a história do verdadeiro cangaço.

O cangaço foi um fenômeno que aconteceu entre o século XIX e início do século XX no Nordeste brasileiro. Simplificando bastante, era um movimento caracterizado por determinadas ações – geralmente violentas – de grupos ou indivíduos nômades, como sequestro de coronéis, assalto de fazendas e saqueamento de armazéns. Questões sociais e fundiárias são os grandes motivadores dessas ações. E por onde você pesquisar vai ver que há lutas justas, mas também há o puro banditismo. Conceitos como “bom” ou “ruim” então não são suficientes para classificar o cangaço.

Essa vida de párias e fugitivos das autoridades era facilitada pelo preparo desses grupos: conheciam as plantas medicinais, as fontes de água, locais com alimento, rotas de fuga e lugares de difícil acesso. Além disso, conheciam o interior do Nordeste como a palma de sua mão, se movimentando com destreza. Também eram bons de luta. E para completar, tinham aqueles nomes de guerra: Cabeleira, Corisco, Volta Seca, Sete Orelhas (nem queira saber o porquê do nome) e até Jesuíno Brilhante (existiu um!).

E se falamos de cangaço, falamos de Virgulino Ferreira da Silva, ou simplesmente Lampião, o cangaceiro mais famoso de todos os tempos. Antes de entrar para o cangaço, Virgulino trabalhava como artesão, era alfabetizado e usava óculos para leitura, características bastante incomuns para a região agreste e pobre onde ele morava. Mas tudo mudou quando seu pai foi morto em um confronto com a polícia. Ele  jurou vingança e passou para o lado negro da Força. Se tornou uma figura controversa. Se por um lado a polícia o via como um criminoso terrível, por outro era visto como herói por boa parte da população. Novamente, difícil saber se alguém estava totalmente certo.

O fato é que Lampião morreu de uma maneira bem covarde. Seu bando e ele foram pegos desprevinidos pela volante, a polícia da época – que ele chamava de macacos quando estavam em uma fazenda considerada um esconderijo de alta segurança. Não se sabe ao certo quem foi o traidor.

E eu não poderia falar de Lampião sem falar de Maria Bonita, sua namorada e cumpanheira de luta. Maria Gomes de Oliveira foi a primeira mulher a participar de um grupo de cangaceiros (será uma Dona Cândida da vida?). Conheceu Lampião aos 18 anos, depois de um casamento fracassado. Um ano depois, o Rei do Cangaço a chamou para entrar no bando, e lá viveram juntos por oito anos. Ambos morreram no mesmo ataque da volante. Mas quem diria? Tiveram uma filha, e a princesa do cangaço está viva até hoje! É Expedita Ferreira de Oliveira Nunes, que foi criada por um casal de vaqueiros amigos de Lampião e Maria Bonita. Hoje tem 78 anos de idade. Olha ela aí.

Quem assiste Cordel Encantado sabe que se tem coisa que faz um cabra do cangaço andar aperreado é uma mulher. Não raramente vemos uns cinco do bando, cada um no seu canto, sonhando com seu rabo de saia. Todo esse romance na tela – e na vida real – me lembra de uma música de Zé Ramalho (letra do poeta Otacílio Batista). A interpretação é das Três Meninas do Brasil: Rita Ribeiro, Teresa Cristina e Jussara Silveira. Se a música é bonita, a letra é uma poesia. Uma ode às mulheres que conquistaram o coração dos grandes conquistadores. E uma lembrança do enorme poder de uma mulher.

 

A mulher tem na face dois brilhantes
Condutores fiéis do seu destino
Quem não ama o sorriso feminino
Desconhece a poesia de Cervantes
A bravura dos grandes navegantes
Enfrentando a procela em seu furor
Se não fosse a mulher mimosa flor
A história seria mentirosa
Mulher nova, bonita e carinhosa
Faz o homem gemer sem sentir dor

Numa luta de gregos e troianos
Por Helena, a mulher de Menelau
Conta a história de um cavalo de pau
Terminava uma guerra de dez anos
Menelau, o maior dos espartanos
Venceu Páris, o grande sedutor
Humilhando a família de Heitor
Em defesa da honra caprichosa
Mulher nova, bonita e carinhosa
Faz o homem gemer sem sentir dor

Alexandre figura desumana
Fundador da famosa Alexandria
Conquistava na Grécia e destruía
Quase toda a população Tebana
A beleza atrativa de Roxana
Dominava o maior conquistador
E depois de vencê-la, o vencedor
Entregou-se à pagã mais que formosa
Mulher nova bonita e carinhosa
Faz um homem gemer sem sentir dor

Virgulino Ferreira, o Lampião
Bandoleiro das selvas nordestinas
Sem temer a perigo nem ruínas
Foi o rei do cangaço no sertão
Mas um dia sentiu no coração
O feitiço atrativo do amor
A mulata da terra do condor
Dominava uma fera perigosa
Mulher nova, bonita e carinhosa
Faz o homem gemer sem sentir dor

Encerro assim a nossa maratona! Espero que tenham gostado. 🙂

Abraço a todos =)